19/05/2012
12/05/2012
Obras
Poesia:
- Livro de mágoas, 1919;
- Livro de Soror Saudade, 1923;
- Reliquiae, 1931;
- Charneca em flor, 1929.
Contos:
- As máscaras do destino, 1931;
- Dominó negro, 1931.
Charneca em Flor
Enche o
meu peito, num encanto mago,
O frêmito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
O frêmito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
Anseio!
Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
E nesta
febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu burel,
E, já não sou, Amor, Sóror Saudade...
Dispo a minha mortalha, o meu burel,
E, já não sou, Amor, Sóror Saudade...
Olhos a
arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
07/05/2012
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